CATATEC 017- Porque controlar as plantas daninhas?

Ouça online dê o Play!

Vamos conhecer agora o porque controlar as plantas daninhas nas pastagens, quais os problemas causados por elas?

 

Competição por espaço

 

É difícil de se quantificar porem é fácil de se observar em uma pastagem infestada, pois no decorrer dos anos a tendência é de que as plantas daninhas vão tomando gradativamente o espaço da pastagem. Em virtude das plantas daninhas apresentarem uma melhor adaptação climática e maior potencial de multiplicação elas vão aos poucos dominando o espaço e as gramíneas próximas a elas vão perdendo o vigor gradativamente. Outro ponto importante é que os bovinos consomem as gramíneas e não as invasoras.

 

Competição por luz

 

Como as plantas daninhas são mais agressivas, mais adaptadas as condições climáticas e não são cortadas pelos bovinos preferencialmente, elas tendem a se desenvolver mais e no decorrer do tempo acabam tendo um porte maior e mais alto que as gramíneas e com isso causam um sombreamento sobre elas e o desenvolvimento das gramíneas fica totalmente comprometido. As gramíneas tendem a desenvolver mais os seus perfilhos, porem acabam tendo uma menor área foliar total e com isso os tecidos de reserva da gramínea ficam comprometidos, pois a taxa de fotossíntese é sensivelmente menor.

 

Competição por água e nutrientes

 

Esta competição depende muito do tipo de planta daninha, normalmente encontramos esta competição em plantas típicas de cerrado que possuem naturalmente um sistema radicular mais profundo e com grande capacidade de retirar água do solo e subsolo, situação totalmente inversa das gramíneas que possuem um sistema radicular fasciculado e superficial. Outro fator que aumenta esta diferenciação é que com a baixa fertilidade a resposta da gramínea é baixa e com isso ela tende a ser mais atacada pelos bovinos e com o manejo errado a taxa de raízes das gramíneas tende a ser menor e com isso a competição por umidade e nutrientes é facilmente vencida pelas invasoras.
Nunca costumo recomendar em minhas consultorias o uso de adubação de pastagem antes do controle das invasoras pois como elas contam com um sistema radicular mais potente iram usufruir mais do fertilizante que a própria gramínea.

 

Queda real da capacidade de suporte da área

 

Em virtude das competições citadas anteriormente teremos uma menor produção de massa verde e por conseqüência deveremos diminuir a taxa de ocupação. O retorno será mais demorado e como normalmente o pecuarista trabalha no limite acaba por submeter à pastagem ao super pastejo piorando assim a condição da pastagem. É possível em áreas onde realizamos o controle geral das invasoras com o uso de herbicida dobrarmos a taxa de ocupação isso sem falar em adubação que é o segundo passo.

 

Aumento do tempo de formação das pastagens e formação indevida

 

Muitas vezes o pecuarista se ilude achando que as gramíneas iram abafar as invasoras, porem quando a gramínea é submetida ao seu primeiro corte ela desafoga a invasora e esta acaba por se desenvolver e sementear. Algumas invasoras realmente morrem, porem a grande maioria sobrevive, se perenizam e vão gradativamente tomando espaço e diminuindo assim a vida útil das pastagens. Lembro que durante a implantação de uma pastagem a grande maioria de invasoras que surgem são novas e recém germinadas, portanto de fácil controle e com uma dosagem baixa e a um custo baixo. Recomendo sempre que formos realizar reforma em áreas problemas que o plantio seja feito o mais tarde possível para que todas as invasoras tenham tempo hábil de germinar e morrer com a ultima gradagem e as que vierem juntamente com as gramíneas que sejam controladas com uma dosagem baixa de herbicida mediante recomendação.

 

Ambiente propício ao desenvolvimento de parasitas externos

 

As plantas daninhas constituem importantes hospedeiros alternativos de pragas,moléstias, nematóides, ácaros, plantas parasitas e outros inimigos naturais das plantas forrageiras. Com isso, permitem a presença de populações relativamente densas de inimigos naturais das forrageiras, mesmo em épocas em que as pastagens são destruídas pelo fogo, por estiagem ou por pastejo excessivo (PITELLI, 1989).

 

Ferimento nos animais

 

Diversas espécies de plantas daninhas apresentam espinhos e a sua presença nas pastagens, além de não permitir que o gado se alimente do capim nas suas proximidades, ainda causa ferimentos nos animais, principalmente nas tetas das vacas. Como exemplo dessas plantas poderíamos citar algumas do gênero Solanum (Joá e Jurubeba), a Malícia ou Dormideira (Mimosa Pudica) e o Arranha-
Gato (Acácia Plumosa).Dependendo da planta a área perdida pode chegar até 2 metros de raio em torno da invasora.

 

Envenenamento por plantas toxicas

 

Algumas plantas daninhas são extremamente tóxicas; sua presença nas pastagens traz muitos problemas para os pecuaristas, devido à perda de animais intoxicados. São exemplos dessas plantas a Palicourea marcgravii (Erva-de-Rato), a Asclepias curassavica (Oficial-de-Sala) e a Baccharis coridifolia (Mio-Mio), que podem levar à morte um animal que vier a ingerir 700 mg de material vegetativo por quilo de peso vivo (no caso da Erva-de-Rato) e 1.000 mg (no caso do Oficial-de-Sala e do Mio-Mio) (LORENZI, 1991). No Brasil, ainda não foi percebida a real dimensão do problema das plantas tóxicas. Um dos estados do Brasil que mais vivencia este problema e procura quantificar o prejuízo é o Rio Grande do Sul, onde estima-se que mais de 90.000 bovinos morrem anualmente vitimas de plantas tóxicas, no Brasil estima-se 1,12 milhão de cabeças anualmente. O problema agrava-se na secaquando a falta de forragem é maior

 

Exposição do solo e risco de erosão

 

A competição das plantas daninhas com as pastagens, aliada ao super pastejo, reduz a cobertura do solo, expondo-o à erosão, o que degrada a sua fertilidade e a sua capacidade potencial de produção de forrageiras, além dos problemas ambientais decorrentes da erosão

 

Comprometimento da imagem da propriedade

 

Todo pecuarista não quer ter a sua propriedade somente produtiva, mas, além disso, ele deseja que ela esteja também bonita, organizada e arrumada. E não existe nada mais feio do que um pasto degradado e cheio de invasoras, isso alem de comprometer os resultados também compromete a imagem da propriedade e até desvaloriza no momento de uma venda.

 

Continue nos acompanhando e mande suas dúvidas para o nosso e-mail


Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Conheça o nosso curso de pastagem digital, você poderá fazer sem sair de cada ou da fazenda pelo seu computador. O curso mais completo feito até hoje.

O melhor custo benefício.

circuito da pecuaria brasil logoAtendimento:
Seg.-Sex. (08h às 18h)

wpires@circuitodapecuaria.com.br

www.circuitodapecuaria.com.br

Cel/Whats: 55 19 98112-5298

Fone: 55 19 3894-1865

Skype: wagnerpires1

Rua Ernesto Ferrari, 54
Jd. Explanada II
Indaiatuba/SP
CEP - 13335-585

Cadastre-se e receba nossas novidades!

Passo a Passo - 10 Etapas